Durante os dois meses que estive a viajar pela China, tive oportunidade de contactar com diversas etnias minoritárias, principalmente na província do Yunnan, e esse acabou por se tornar o fio condutor da minha incursão neste grande país. Foi assim que cheguei a um belo lago de montanha, a mais de 2.000 metros de altitude, cujas margens são partilhadas pelo povo Naxi e por uma das derradeiras sociedades matriarcais: os Mosu.
Tomei conhecimento da pequena aldeia de Dazue por acaso, porque quis saber o que ficava do outro lado das águas, longe de qualquer estrada, a dez quilómetros de barco e a vinte e cinco por um trilho pedestre. Movido pela curiosidade, contratei então um remador.
Apesar de não falar uma palavra de mandarim ou do dialecto Mosu, e sem que pudessem perceber uma palavra do que eu dissesse, fui acolhido por uma família local durante longos dias. E assim vivi Dazue - a experiência mais marcante da viagem, talvez mesmo de todas as que fiz até hoje.
| |