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Dos povos e da natureza
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A especialização temática do fotógrafo é tida frequentemente como um dos melhores meios para se chegar ao reconhecimento. Ao que parece, isto permite o desenvolvimento de um estilo particular que faz com que determinadas imagens, aos olhos treinados dos entendidos, sejam inequivocamente associadas a um certo autor; uma assinatura, portanto. Conseguir esta assinatura tem tanto de inatingível quanto de espontâneo: é algo que não se procura, alcança-se! Durante vários anos debati-me com esta questão sem conseguir chegar a qualquer conclusão sobre o meu trabalho. Até que deixei de me preocupar com isso (o que também não deixa de ser um bom método!).
Para esta galeria virtual resolvi escolher cinco portfolios representativos do meu trabalho, bastante diferentes entre si, tanto do ponto de vista geográfico como das temáticas exploradas. E se tivermos em conta o que digo acima, o conjunto destas imagens parece configurar um bom exemplo do caminho mais tortuoso para se chegar à tal assinatura: aparentemente não há aqui qualquer tipo de especialização no que diz respeito aos assuntos escolhidos e só muito dificilmente se encontra o mesmo estilo particular na foto dos golfinhos dos Açores e na do casal que segue dentro de uma pick-up, numa estrada do Novo México. Há, no entanto, algo que as une irremediavelmente: todas são fruto do meu olhar, da minha forma de estar no mundo.
David Alan Harvey, citando o autor de um livro chamado Mirrors and Windows, disse-me que uma boa fotografia é, simultaneamente, uma janela e um espelho. Uma janela, na medida em que deve permitir a um qualquer observador "espreitar" e perceber aquela realidade, tal como o fotógrafo a viu; um espelho, porque essa mesma imagem deve reflectir a personalidade e a sensibilidade (supostamente inconfundível) de quem a fez.
Espero, pois, que estas imagens constituam janelas com uma excelente vista para quem quer que venha a entrar nesta galeria. Já quanto à parte de espelho, não estou tão seguro que as pessoas possam ver nelas a minha marca pessoal, se é que ela existe. Apenas sei que deixei muito de mim em cada um destes momentos.
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| ANTÓNIO SÁ
Nome: António Sá
Nascimento: 1968
Natural: Espinho
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António Sá nasceu em Espinho em 1968. Em 1995 torna-se repórter profissional e passa a viajar um pouco por todo o país e estrangeiro.
Com um interesse inicialmente voltado para a fotografia da natureza e vida selvagem, começa gradualmente a explorar outras temáticas, à medida que vai colaborando com um leque de publicações cada vez mais alargado.
Assim, no seu portfolio passam a constar trabalhos diferentes dos que realizava até aí, como as minorias étnicas da China ou o quotidiano de uma aldeia transmontana.
Da mesma forma, admite não ter uma latitude preferida quando toca a escolher um destino para novas reportagens. Dos glaciares islandeses às florestas do Bornéu, das areias do Namibe ao delta do Amazonas, sempre encontrou histórias interessantes para traduzir em imagens.
Confessa, no entanto, que no seu percurso houve alguns momentos mais marcantes: os cinco meses que o levaram da Mongólia à China e daí à Coreia do Sul (de onde resultou a exposição que esteve patente nas galerias foto da FNAC de Lisboa e Porto) e as lições de fotojornalismo com David Alan Harvey, ao longo de uma semana no Sudoeste dos E.U.A..
Actualmente colabora com as revistas Altaïr, Descubrir (ambas espanholas), Evasões, Grande Reportagem, National Geographic Portugal, Rotas & Destinos e Volta ao Mundo.
Como instrutor tem ministrado diversos workshops nas áreas da fotografia da natureza e viagens.
No próximo Outono irá organizar um "Photo Tour" para fotógrafos amadores e profissionais no Parque Natural de Montesinho (ver detalhes sobre o Photo Tour).
Contactos: info@antoniosa.com
Website: http://www.antoniosa.com
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