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| Mulheres
Se nascesse outra vez queria ser mulher. Aqui e agora.
Num tempo em que nada é completamente fácil nem tudo inteiramente difícil.
Queria ser mulher para reviver uma infância passada e pensada no feminino. Para
sonhar os mesmos sonhos. Para me voltar a debruçar no lago dos peixes encarnados
e cair dentro de água sem medo de lhes tocar e ficar a nadar com eles.
Não sei o que é ser rapaz e nunca saberei exactamente como pensam os homens e, daí
o meu fascínio pelo mundo deles.
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Pelas palavras que dizem e pelos gestos que fazem ou omitem. Queria ser mulher também
para manter intacto o mistério, para os ouvir e observar mais uma vida inteira.
Sei o quanto sofrem as mulher do meu tempo. Conheço demasiados segredos e leio demasiadas
histórias. Guardo comigo a memória das mulheres épicas que conheci e, também, a das que
gostava de ter conhecido. Mulheres que souberam ser maiores num mundo menor. Mulheres
capazes do indizível. Mulheres que sofreram sozinhas, que amaram sem ser amadas, que deram
sem receber e vivem, um dia atrás do outro, sem nada esperar. Sei de quase todas as suas
misérias e adivinho aquelas que nunca se atreverão a contar. Por pudor mas, também, por
amor. Choro com elas e por elas mas, mesmo assim, se nascesse outra vez queria ser mulher.
Laurinda Alves (Jornalista)
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| O lugar da Mulher
em dois traços se desenha esse lugar - calmo e determinado, feito de luta e de equilíbrio.
feito de fragilidade também, um porto abrigo que define a condição.
a mulher é em si
uma geração. um rosto que transporta a memória do passado e aquilo que ambiciona mudar -
mudar em si e na adversidade que enfrenta, mudar nos seus e naqueles que a acarinham.
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Ela precisa ainda duas vezes mais de oportunidades que os outros para chegar ao mesmo lugar,
esse lugar da Mulher que lhe pertence por direito e por sonho. e por força.
Alexandra Abreu Loureiro (Jornalista)
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| O que mais desejo?!?... Ter os meus filhos ao pé de mim...
Sou da maneira que sou. Procuro portar-me como mulher, arranjar o meu trabalho por mim própria,
e não precisar de ninguém.
Apesar das dores, a vida vale a pena quando uma pessoa se apaixona por outra,
quando uma mulher se apaixona pelo homem. Hoje em dia, se não tivermos amizade, se não gostarmos de ninguém,
a vida não é possível. Acho que a mulher tem que viver para o homem e o homem para a mulher.
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Perdi um irmão, fez 6 anos, dia 27 de Maio. Nessa altura, senti-me muito mal. A pior coisa que me puderam
fazer foi tirar-me o meu irmão. Se não fosse pelo meu filho de um mês...
E hoje, o que mais desejo,
é ter os meus filhos ao pé de mim, e mais ninguém.
Sandra Gaspar (Vendedora da CAIS)
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Websites: http://www.cais.pt
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